
O ano legislativo de 2025 mal começou e a Câmara Municipal de Ipiaú já foi palco de debates acalorados. Durante a primeira sessão, no dia 20 de fevereiro, o vereador Lucas de Vavá fez uma crítica direta à gestão municipal ao afirmar que suas solicitações para exames médicos foram suspensas (relembre).
“Fui remarcar exames da população e fui informado que minhas marcações estão suspensas. Quero dizer que esses exames não são do vereador Lucas, são da população que votou em você, prefeita.” – declarou o vereador.
A fala rapidamente repercutiu, levantando um debate antigo sobre como o acesso a serviços de saúde muitas vezes depende da influência política. Em muitas cidades do interior, é comum que vereadores auxiliem na marcação de exames e consultas, algo que alguns veem como um serviço à população, enquanto outros consideram um resquício do clientelismo político.
Segundo fontes, o presidente da Câmara, vereador Edson Marques, segue realizando marcações por meio de seus assessores, dentro de suas atribuições, no anexo da Câmara de Vereadores. O episódio gerou questionamentos: qual é o critério real para o acesso aos exames? A intermediação de políticos agiliza o atendimento ou apenas reforça desigualdades?
Seja como for, o tema promete continuar em pauta, principalmente com a proximidade do período eleitoral. Afinal, quando a política entra na fila do SUS, quem será atendido primeiro?