
O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) afirmou que os participantes do ato político realizado neste sábado (17), no Farol da Barra, em Salvador, compareceram à manifestação sem receber pagamento. Entretanto, prints obtidos pelo Radar Baiano indicam a oferta de um cachê de R$ 120 por uma atividade com duração de quatro horas.
Durante o discurso, o parlamentar fez uma provocação à esquerda ao afirmar que os presentes estavam no local por vontade própria, sem necessidade de remuneração.
“Sabe qual é o desespero da esquerda? É que todo mundo aqui veio sem precisar ter pão com mortadela, porque eu vim de graça”, declarou Nikolas, antes de puxar um coro com o público presente.
Prints indicam oferta de remuneração
Apesar da declaração do deputado, mensagens obtidas pelo Radar Baiano apontam a oferta de R$ 120 para pessoas convocadas a participar de uma atividade com duração de quatro horas.

A informação levanta questionamentos sobre a organização da mobilização e as condições oferecidas aos participantes. No entanto, a existência da oferta, por si só, não comprova que todos os manifestantes tenham recebido dinheiro para comparecer ao ato.
Ônibus especiais chamam a atenção
Durante a manifestação, a reportagem também registrou a movimentação de ônibus especiais utilizados no transporte de participantes.
A presença dos veículos chamou a atenção em meio à circulação das mensagens que indicavam a oferta de remuneração para pessoas convocadas a participar da mobilização.
Até que sejam esclarecidos os detalhes da contratação e do transporte, não é possível afirmar que todos os participantes tenham sido remunerados ou que os ônibus tenham sido utilizados exclusivamente para transportar pessoas contratadas.
O episódio coloca em evidência o contraste entre o discurso de Nikolas Ferreira, que afirmou ter comparecido gratuitamente ao ato, e as mensagens que apontam a oferta de cachê para uma atividade relacionada à mobilização.
















