
A crise interna na unidade da Neoenergia Coelba em Ipiaú ganhou novos contornos de tensão após a empresa emitir uma resposta considerada insuficiente diante das graves denúncias apresentadas por seus colaboradores. Ao ser questionada sobre relatos detalhados de pressão psicológica, perseguição e riscos à segurança operacional, a concessionária limitou-se a reiterar posicionamentos anteriores, mantendo um tom burocrático que ignora o clamor por mudanças imediatas no ambiente de trabalho.
As denúncias, feitas sob a salvaguarda do anonimato por medo de represálias, desenham um cenário alarmante. O que antes era uma unidade pautada pelo bom relacionamento e desempenho, transformou-se em um ambiente de divisão entre equipes e insegurança constante. Relatos apontam para ameaças de demissão contra quem questiona métodos da gestão, além do desligamento de profissionais produtivos, incluindo colaboradores que enfrentam problemas de saúde comprovados por laudos médicos.
A fragilidade da resposta oficial — que se resume a afirmar o “compromisso com os colaboradores” e uma “apuração rigorosa” sem prazos ou ações concretas — contrasta com a complexidade dos fatos narrados. Entre as queixas mais graves estão a suposta interferência em eleições da CIPA e a orientação para que funcionários manipulem pesquisas internas de clima organizacional em favor da gestão, numa tentativa de camuflar a insatisfação real perante a cúpula da empresa.
Além do aspecto emocional, a segurança no exercício das atividades é um ponto crítico. Trabalhadores alertam para o aumento dos riscos operacionais devido à sobrecarga de trabalho e ao acúmulo de funções, fatores que podem levar a acidentes graves no setor elétrico. A insistência da Neoenergia Coelba em respostas evasivas não apenas desconsidera a saúde mental de seus quadros técnicos, mas também levanta dúvidas sobre a eficácia de seus canais internos de compliance, uma vez que as situações já teriam sido registradas administrativamente sem gerar melhorias efetivas.
A sociedade e os órgãos de fiscalização do trabalho aguardam agora que a empresa saia da zona do silêncio institucional e apresente medidas que garantam a integridade física e emocional de quem mantém o fornecimento de energia na região. A transparência e a proteção aos denunciantes de boa-fé são passos fundamentais para evitar que o clima de hostilidade resulte em prejuízos irreparáveis. * Redação Ipiaú TV



















