
O Brasil gastou R$ 18,8 bilhões em 2024 para tratar problemas de saúde relacionados ao álcool, o que representa 8,6% do orçamento da saúde. Em 2019, quase 105 mil mortes foram associadas ao consumo de bebidas alcoólicas, principalmente entre homens. Os custos indiretos superam os diretos, pois o álcool reduz a produtividade e causa mortes precoces.
O consumo abusivo cresce entre mulheres, e pesquisas apontam aumento no consumo entre jovens. A OMS alerta que o álcool é um fator de risco para câncer de mama. O Brasil prometeu reduzir o consumo em 20% até 2030, mas especialistas dizem que as políticas são ineficazes. O Congresso debate um imposto seletivo para bebidas alcoólicas, enquanto o governo investe na Rede de Atenção Psicossocial para tratamento de dependentes.